Colóquio «A Mulher Beirã» no arranque das comemorações dos 70 anos do Instituto Pina Ferraz

Com o propósito de assinalar os seus 70 anos de história, o Instituto Social Cristão Pina Ferraz promoverá, ao longo de todo este ano, um conjunto de iniciativas que pretendem celebrar o passado, assinalar o presente e projetar o futuro. A primeira decorreu no dia 8 de março, com a organização do colóquio «A Mulher Beirã». Moderado por Sílvia Mendonça, diretora técnica do Instituto Social Cristão Pina Ferraz, contou com duas oradoras convidadas: Ana Abrunhosa, doutorada em Economia, docente universitária, ex-presidente da CCDRC e ministra da Coesão Territorial; e Maria João Cunha, mestre em Ciências da Educação, coautora de instrumentos pedagógicos na área da Cidadania e Igualdade de Género e autora do estudo «Carlota e Francisco de Pina Ferraz: a vida, o sonho, a obra».
Na primeira intervenção da tarde, sob o tema: “Carlota Pina Ferraz: Olhos de veem, coração que sente”, Maria João Cunha, surpreendeu e inspirou os presentes, com a transversalidade da intervenção social da benemérita da Fundação, com a força humanista e de reforma social que imprimiu aos seus atos e decisões e reforçando que só a sua tenacidade possibilitou o nascimento do Instituto e da missão social que desenvolve. Na visita guiada à vida e obra de D. Carlota os presentes, para além de ficarem a conhecer melhor aquela que a autora designou como a “figura feminina de excelência do século XX“, emocionaram-se com a sua determinação e exemplo no combate à desigualdade social e de oportunidades. A identidade de uma organização, constrói-se com a valorização e conhecimento da sua história e a Vida, Sonho e Obra da família Pina Ferraz, já passou a constituir uma peça fundamental da construção identitária do Instituto Social Cristão Pina Ferraz, como destacou a sua diretora técnica, Silvia Mendonça.
Na segunda intervenção, Ana Abrunhosa, referiu que, apesar de toda a evolução histórica do papel da mulher na sociedade portuguesa, continua a haver caminho para andar. Destacou o importante contributo que a mulher empresta aos diversos setores em que passou a ter representatividade. Demonstrou-se sensível ao equilíbrio, nem sempre fácil, entre o papel profissional e familiar da mulher, assim como, à vulnerabilidade feminina no que à violência de género se refere. Incentivou a participação ativa da mulher na sociedade e elogiou o valor de exemplos de humanismo como o da Benemérita da Fundação Pina Ferraz quem, sensível aos muitos problemas sociais e à pobreza que a rodeava, se inquietou e, saindo de uma posição de conforto que a sua condição social lhe oferecia, foi perseverante, produziu mudança e deixou a sua referência. Assim devemos ser todos, homens e mulheres, inquietos e interventivos, com humanidade, fazendo de cada dia um dia de contributo.
Findas as intervenções das oradoras, e na presença de meia centena de convidados que se associaram a este dia de comemoração, um grupo de jovens acolhidas no Instituto Pina Ferraz declamou alguns trechos evocativos da memória de Carlota Pina Ferraz, promovendo uma revisitação do seu percurso. As palavras de encerramento ficaram a cargo do Sr. P.e Joaquim Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Social Cristão Pina Ferraz.

Nota: créditos das fotografias – Município de Penamacor, João Cunha e Sofia Afonso.
Ecos na imprensa, através dos links:
INSTITUTO EVOCA CARLOTA PINA FERRAZ, Rádio Cova da Beira (rcb-radiocovadabeira.pt)

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